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sexta-feira, 2 de setembro de 2022
O Máskara
terça-feira, 30 de agosto de 2022
A Magia na Fantasia e Imaginação
Estou traduzindo e revisando o livro "Prime Chaos", e está levando um certo tempo pois faço sozinha. Enquanto isso, vou trazer algo diferente para vocês. Vou escolher alguns filmes, não só de magia mas de fantasia em geral e fazer a ligação com a mitologia e conceitos mágicos, mas antes convém explicar um pouco sobre a imaginação. Na maioria de livros e grimórios de magia do caos, é falado sobre a importância da visualização em rituais e feitiços. Magos mais experientes costumam ter visões da entidade ou energia em que estão trabalhando, não é uma regra absoluta, mas você pode encontrar discussões a respeito da aparência de seres mágicos em geral.
Se você leu magia Pós Moderna, de Patrick Dunn, provavelmente se deparou com alguns parágrafos intitulados de "imaginação". Talvez naquele momento um leitor tenha se indagado "Por que diabos eu preciso imaginar algo que de fato existe?" Se você se perguntou isso, está metade certo e vou te explicar a razão. Sim, magia está ligada a fenômenos reais, mas tudo, não só na magia, antes já foi imaginado. Se não ficou claro, vou exemplificar: Vamos supor que eu estou esperando um ônibus para voltar para a minha casa, tenho fome e a viagem é longa, quando chegar eu vou preparar minha refeição. Enquanto não chego, decido pensar o que vou preparar. Eu tento me lembrar quais ingredientes tenho. Decido fazer um sanduíche, é algo rápido e me sacia. Vou montar o sanduíche com filé de frango e sei que combina com alface e queijo. Quando finalmente chego em casa, monto um glorioso lanche exatamente como eu imaginei, assim como o gosto também é igual a como pensei que seria. Se eu não tivesse imaginado, talvez eu chegaria em casa e faria um lanche de filé de frango com gotas de chocolate e teria uma grande dor de barriga.
O mesmo princípio se aplica na magia, se eu não visualizar o meu desejo e todos os elementos a minha volta, talvez ele não seja cumprido como deveria. Fazendo magia, o mago se afasta do mundo racional, mesmo que rituais sejam elaborados previamente com certa lógica, é tudo muito imaginativo. Por isso quando fazemos magia, usamos o nosso corpo físico e o Æterico para estabelecermos a nossa vontade para o Kia, a imaginação funciona como um facilitador para que isso aconteça. No cristianismo existe um trecho de uma reza onde é dito "Seja feita a tua vontade, assim no céu como na terra" ou seja, quando está fazendo a sua vontade, ela precisa estar estabelecida no plano material e no plano astral, pois um desejo jamais será recebido pelo universo, caos, deus ou seja lá o que for se a sua intenção não for estabelecida nos dois planos. Pense que quando se acende uma vela e faz uma oração, se estabelece o vínculo entre os dois mundos para o recebimento do seu desejo.
Não se pode falar de imaginação na magia sem falar sobre os símbolos nossa volta e como eles nos afetam. Mesmo sem notarmos, diariamente somos bombardeados com imagens e símbolos, muitas vezes parecem inofensivos, mas geralmente são projetados para impressionar a mente humana, por exemplo: eu estou com fome e decido ir a um shopping comer, quando subo na praça de alimentação, encontro muitos restaurantes ao meu redor. De relance, vejo uma combinação das cores amarelas e vermelhas, sei que naquele lugar está um McDonald's, vi tantas vezes essas cores em comerciais e propagandas que estou familiarizada com a marca e suas cores, e mesmo que eu não tenha prestado atenção nesses momentos, a minha mente gravou que vermelho+amarelo=McDonald's. Esses símbolos são projetados para que a minha mente, agregue o símbolo dessa lanchonete a sensação de prazer gerada pela saciedade. As propagandas intermináveis com pessoas felizes indo a essa lanchonete e se deliciando com esses lanches, tem essa finalidade. Assim, como se alguém invocar um anjo, é provável que veja um homem alado. A versão biblicamente correta não é tão esteticamente agradável. E mesmo que não tenha visto como "deveria" ser, é provável que a pessoa teve sucesso na invocação, apenas a sua mente não obteve referências o suficiente para causar uma impressão de como ele é segundo a bíblia, então a imaginação simplesmente o "adaptou" de forma compreensível.
As "impressões" sempre existiram. Quando se imagina um dia chuvoso, é provável que se lembre o cheiro da chuva. Existem mais um monte de circunstâncias que são resultantes dessas impressões, na magia do caos quebramos essas impressões com a quebra de paradigmas, assim, cedendo espaço para novas. Quando eu estava aprendendo a jogar tarot, eu ainda era cristã, e me lembro do choque que tive quando descobri que a carta do diabo costuma ter bons significados. Me esforcei em aprender, involuntariamente, quebrei a impressão da minha mente que associava o diabo a somente coisas ruins, dessa forma quebrei o paradigma, isso me resultou em uma boa habilidade jogando tarot, porém consequentemente em pouco tempo acabei deixando de ser cristã. As impressões na nossa mente tem certo poder, por isso que em razão da importância de se ter imaginação, é sempre bom se perguntar se ela está limitada a alguma crença, não quero dizer que você não deve acreditar em nada, apenas tenha cautela com algo que possa te limitar ou atrasar alguma área da sua vida. No cristianismo comumente eu vejo os mais fervorosos acreditarem que se nasceram pobres, devem morrer da mesma forma. Historicamente falando, o cristianismo é justamente uma religião criada para pessoas pobres. Uma vertente mais antiga é o mitraismo, e a religião cristã bebe muito da fonte (e de mais uma porrada de religiões). Porém, com modificações para que seus devotos não tenham vontade de se revoltar contra aqueles que são cristãos, afinal de contas, são todos iguais. Por essa razão, muitos cristãos que tem noção disso acabam conseguindo manipular em prol das próprias causas aqueles devotos que apenas buscam acolhimento. Mas a decisão de qual é o limite da sua imaginação ou até onde vai a sua fé, é sua, porém ter consciência disso sempre ajuda.
A teoria sobre a existência de uma rede neural compartilhada é conhecida na magia do caos, se você está chegando agora e não sabe, vou te explicar. Essa rede neural consiste em um "cérebro" onde todos compartilhamos informações, não é possível acessar essa rede de maneira consciente, mas você pode perceber a existência quando usa um oráculo para prever algo pra alguém. Perceba que mesmo se não conhecer o consulente, é possível ler o oráculo com a mesma facilidade que teria ao ler para um conhecido. Um oráculo, basicamente pode ser uma forma de acessar essa rede de informações. Também é notável quando carrega um sigilo cujo o criador não te revelou o significado. O sigilo de alguma forma funciona. É possível aproveitar essa rede em vários aspectos da magia, assim como vários aspectos da magia acabam sendo aproveitados de forma proposital (ou não) como elementos da cultura popular, sendo assim, nos próximos posts trarei alguns filmes e explicarei sua ligação com a magia, percebendo essa referências, o nosso mundo se expande. O que antes era apenas um livro velho, agora se torna uma visão real e gráfica. Afinal de contas, nem só de livros vivem os magos!
Sabia que eu faço divinação com oráculo há mais de 10 anos? Eu faço jogos com tarot, jogo da moedas e runas! Também faço feitiços para amor, saúde, prosperidade várias outras coisas! Caso tenha interesse me manda uma mensagem no Facebook, Morgana Soror para orçamentos!
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
Magia Pós Moderna
Magia Pós Moderna, é um livro pouco reconhecido na comunidade mágica brasileira, não conta com uma tradução oficial ou de algum fã. O autor, Patrick Dunn é quase um fantasma, mesmo depois de algum tempo de busca online, não encontrei uma mísera nota de rodapé a respeito de sua vida. A não ser que além de escritor, Patrick Dunn seja um cover do Elvis Presley nas horas vagas, mas acredito que é apenas uma engraçada coincidência de nome. Talvez você o reconheça por "The Orphic Hyns", um livro de novecentas e tantas páginas com hinos órficos para todo o tipo de divindade, deidade ou seja lá o que for da mitologia grego-romana.
O autor de hoje não é em si da magia do caos, na verdade lendo seu livro reconheci algumas referências a Thelema, Magia do Caos, Wicca e mais um punhado de outras crenças. De qualquer forma, tenha a mente aberta, pois sem dúvidas vale o estudo!
Logo de início temos uma análise sobre o uso da imaginação aplicada na magia, é incrivelmente interessante pois pode ser um tema meio nebuloso para alguns magos e magistas na hora de explicarem como ou por quê conseguem ver, ouvir e conversar com seres mágicos. E para piorar existem pouquíssimas explicações acerca desse tema além do típico "foi deus que me iluminou com esse dom", não me leve a mal, acho que não existe nenhum problema em acreditar nisso, o problema é que tratar essas habilidades como se fossem um grande mistério te impede de as desenvolver. Talvez você ache as teorias do autor meio céticas, mas considere que magia sempre acaba sendo parte de um fenômeno psicológico.
Logo surge o tópico de correspondência mágica (sim, a maioria dos bons livros de magia acaba abordando o assunto), Patrick Dunn ensina como escrever o seu próprio livro de correspondência, ele considera que todo mago deveria ter o próprio, e é explicado de um jeito tão didático que até sua priminha de 5 anos vai escrever o dela.
Novamente temos o assunto de sigilização, nada de especial ou inovador que já não tenhamos aprendido nos livros anteriores. Mas algo que pode te interessar nessa parte é que Dunn, assim como Phil Hine não considera gnose algo tão essencial em rituais, diferente de Peter Carroll. Considero que se você ainda não consegue controlar a gnose tão facilmente, e quer já começar a fazer magia, é válido que experimente o método do autor.
Acho que Patrick se atrapalha um pouco elaborando as noções sobre egrégora, não o culpo, pois, a princípio levei um bom tempo para entender, considerando o quão abstrato pode ser o tema. Então leia o capítulo com atenção e quantas vezes for necessário.
As minhas experiências na magia em todos esses anos me fazem discordar do tema seguinte sobre pagamento mágico, o autor supõe que basicamente espíritos (além do mais eu não concordo com a maneira vaga de como ele categoriza seres mágicos) nos ajudam pelo simples prazer de nos observar, como se nesse mundão em que vivemos não tivessem nada melhor a fazer! Mas se quer um conselho, não pule esse capítulo, não vá apenas pelas minhas experiências, e se o tema de confunde procure mais livros a respeito. Magia é estudo.
Mas como nem tudo é crítica, gosto da maneira em que é dito a respeito da linguagem da magia. Apesar de ser algo bem recorrente em livros sobre magia do caos, dificilmente é encontrado um estudo tão didático e com direitos a exercícios que vão te ajudar a criar o seu alfabeto mágico. É isso que gosto nesse livro, além dos temas serem discutidos ricamente, podemos colocá-los todos em prática com as atividades. Na verdade, me lembro que enquanto eu lia o capítulo, eu estava assistindo Doctor Who, naquele episódio em que bruxas aprisionadas tentam fazer com que Shakespeare as liberte com as palavras mágicas que criou. E eu pensei "É isso! Shakespeare tem seu próprio alfabeto mágico". Eu sei que provavelmente ele não fez com essa finalidade, mas é uma forma bem simples de entender.
Quando se é tratado sobre viagem astral, temos dicas muito boas caso você tenha dificuldades em adentrar no mundo onírico, e com esse livro, vai perceber que viagem astral é simples como qualquer outra ritualística e a única coisa que você precisa é dedicação.
Um trecho sensacional é sobre "Regras Mágicas", se trata apenas de dicas simples de convivência para uma boa harmonia na nossa (nem tão) amada comunidade mágica. Honestamente gostaria que todos seguissem as regras desse livro pois magia envolve crenças e todos sabemos que a crença alheia é algo complicado de se lidar.
O PDF desse livro (traduzido e em inglês) e outros está nesse grupo de Telegram: Gato Caótico
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segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Caos Condensado
A resenha que eu trago é de um autor tão gente boa que eu chamaria pra um churrasco. Claro que estou falando de Phil Hine, um dos primeiros membros da IOT, co-editor e fundador da revista Pagan News, ex editor da revista Chaos International e até os dias atuais um membro ativo na comunidade mágica. Em comparação com Peter Carroll, eu vejo Phil Hine como um mago mais Freestyle, porém com teorias válidas.
Mas, sem dúvidas, a estrela do livro é o ritual "Salve Discórdia", basicamente um ritual de quebra de paradigma bem porreta, de fato é algo rápido, conheci pessoas que fizeram e mudaram rapidamente, mas de um jeito BEM penoso, particularmente acho que seria mais fácil fazer pelos métodos de Ray Sherwin, porém é algo a longo prazo. Também tenho problemas com entidades de magia laranja, pois se já são difíceis prever resultados de outro tipo de entidade, então imagine seres que por natureza são instáveis e traiçoeiras.
O PDF desse livro e outros está nesse grupo de Telegram: Gato Caótico
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quinta-feira, 18 de agosto de 2022
Livro dos Resultados
Concluindo, apesar do Livro dos Resultados ser curto, é maravilhosamente escrito, impecavelmente traduzido e com um conteúdo valioso!
O PDF desse livro e outros está nesse grupo de Telegram: Gato Caótico
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segunda-feira, 15 de agosto de 2022
Psiconauta
Dando seguimento a resenha anterior a respeito do "Liber Null", agora venho falar sobre seu irmão mais novo e inseparável, "Psiconauta", escrito pelo mesmo autor, Peter J. Carroll. O livro nos traz diversos assuntos relacionados a magia do caos, com direito a ensaios filosóficos sobre religião, magia, ciência e sociedade. Todos os assuntos são iniciados no Liber Null, então leia primeiro para não se perder.
Eu realmente gosto do Psiconauta por causa de suas análises com fundamentos antropológicos e uma visão totalmente revolucionária. Logo no começo Carroll volta ao assunto de liberdade e ele realmente moldou a maneira de como eu definia esse conceito. O autor também faz duras críticas a sociedade, que se estende pelo livro todo. Apesar de Carroll escrever na introdução que o livro tem capítulos independentes, eu te aconselho a ler em ordem, visto que é um livro mais denso em comparação ao Liber Null e os temas possuem certa ligação.
Psiconauta, assim como seu antecessor, é um livro que deve ser usado apenas como roteiro de estudos, então ao ler, tenha em mente que encontrará muitos pontos interessantes, mas infelizmente pouco explorados. A boa notícia é que existem uma variedade de outros livros ótimos para se entender profundamente sobre cada tópico apresentado. Um de meus capítulos favoritos foi o que relatava a respeito de exorcismo. A primeira vista imaginei que o capítulo nos traria histórias sobre possessões demoníacas violentas, do estilo daquelas de filmes de terror, mas Peter novamente surpreende dando explicações sobre tipo diferentes de possessões e como as vezes nem todas as possessões se tratam de terceiros (como fantasmas, demônios, deuses ou seja lá o que você acredita), mas geralmente são nossas crenças que dão poder a algo, e como isso é mais comum do que se imagina.
O capítulo seguinte, "extrema unção" desenvolve mais algumas idéias de Kia, corpo æterico e corpo físico, infelizmente é pouquíssimo elaborado e não encontrei muitos livros que deem continuidade a esse assunto, que ao meu ver é relevante para um bom entendimento sobre magia e de onde ela vem.
Mais pra frente o autor também explora (e adverte para não se fazer em casa) acerca do uso de drogas, comumente consumidas em rituais desde os tempos antigos, considero esse capítulo como sendo um dos mais corajosos desse livro, considerando que o uso de tóxicos ainda é um tabu, e por isso costuma ser excluídos de livros de magia, apesar da relevância histórica que tem.
Peter Carroll traz boas ideias em todo o livro, mas tive alguns problemas em "Baphomet", eu realmente não sei se foi um grotesco erro de tradução, ou uma pequena contradição do autor. Na resenha anterior eu já havia explicado que a magia do caos não é e não deve ser retratada como uma religião, magia do caos é um meta sistema que pode ser "combinado" com algum tipo de religião, caso for assim que o mago escolha trabalhar (se você ainda não entendeu muito bem, mais pra frente vou fazer uma resenha sobre um excelente livro que aborda esse tema), e por alguma razão, esse capítulo dá a entender que ele enxerga a magia do caos como uma religião, o que ele já havia dito que é firmemente contra no Liber Null. Particularmente acredito que o capítulo foi tão porcamente elaborado a ponto que dá a entender isso. Poxa, o nosso querido autor poderia ter discorrido de uma maneira diferente para não haver esse tipo de erro de interpretação!
Chegando perto do final, o livro fica um pouco mais denso, é abordado o tema paradigmas mágicos, algo que você provavelmente vai ouvir bastante em discussões sobre magia do caos. Em relação a paradigmas, Peter foi pioneiro na construção dessa teoria no mundo da magia e é importante saber a respeito do tema, pois ele o escreve em muitos de seus livros. Depois de paradigmas vem alguns assuntos onde vai se arrepender de não ter prestado um pouquinho mais de atenção nas suas aulas de matemáticas, então tenha foco e leia quantas vezes for necessário até realmente pegar a linha de pensamento de Carroll, pois é um conteúdo inovador até mesmo para os tempos atuais.
Novamente venho lembrar para não praticar as coisas descritas no livro sem muito estudo prévio, caso o contrário alguns resultados podem ser desastrosos.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2022
Liber Null
Sempre que se pergunta sobre magia do caos por aí, não há uma alma viva (ou morta) que não cite o famoso "Liber null e Psiconauta", livro lançado por Peter J. Carroll. Porém, hoje vamos falar somente sobre o Liber null, publicado em 1978, pois, originalmente "Liber null" é um livro e "Psiconauta" é outro, sendo lançados juntos somente na década 1980. Antes de mais nada convém falar um pouco sobre a vida do autor, essa contextualização é necessária para maior entendimento do livro. Peter Carroll, antes de mago é um cientista formado na Universidade de Londres, onde atuou também como professor por algum tempo. Carroll sempre teve uma queda pelo oculto e sobrenatural, estudando informalmente. Um dia, Peter finalmente decidiu mergulhar de cabeça em suas pesquisas ocultistas. Para isso, ele viaja até a índia e o Himalaia, considerando que ambos os lugares tem uma grande fama de ser a moradia de magos poderosos. Após anos de prática e estudos, o nosso querido autor percebe grande afinidade com a magia do caos, um meta-sistema relativamente novo, originalmente criado por Austin Osman Spare. A partir daí, Carroll, junto com outros estudiosos, sendo eles Ray Sherwin e Ralph Tegtmeier percebem a necessidade de um lugar dedicado para aprendizagem e prática dessa nova magia ainda tão desconhecida por muitos. Então com esse pensamento, eles decidem criar a Illuminates of Thanateros (IOT), a primeira ordem de magia do caos.
Quando li o livro pela primeira vez, não fazia
idéia do que se tratava a magia do caos (li novamente para escrever essa
resenha), e sendo tão sincera quanto posso, me decepcionei com o conteúdo. Na
época, eu esperava uma espécie de bíblia, com todas as respostas, e que eu só
precisaria decora-las e pronto. Então já te aviso de antemão, o Liber Null é um
livro criado somente como forma de roteiros de estudos, e se você espera que um
livro de 62 páginas te de a resposta "suprema" de todos os
questionamentos como muitas religiões fazem, pode tirar seu cavalinho da chuva,
magia do caos é um pouco mais complexa do que uma religião, ela visa te
entregar resultados através dos exercícios e explicações, ao invés de uma
filosofia baseada em dominação, onde os resultados são apenas psicossomáticos.
Magia do caos exige estudo e dedicação.
A
primeira parte do livro se prende em explicações de como a IOT e ordens
semelhantes funcionam e atuam com seus membros. Se você tem interesse em entrar
em uma ordem de magia do caos, leia com atenção o capítulo, caso queira
participar da IOT, basta procurar o site para instruções (já aviso que somente
maiores de 18 anos podem ingressar).
Caso você
seja iniciante em magia do caos, o capítulo do Liber MMM é um dos melhores para
já colocar a mão na massa, ele apresenta exercícios que a primeira vista são
simples, mas que só podem ser executados com sucesso depois de um certo tempo
de prática regular, isso por que eles servem para se ter maior controle sobre o
corpo e a mente, então não espere resultados imediatos e também não pule esse
capítulo, pois essas técnicas são essenciais. O que mais me agrada nesse livro
e o fato que o autor escreve de maneira didática e fácil de ler, sem qualquer
pompa desnecessária, mostrando que magia pode ser praticada por qualquer um que
tenha empenho.
O
terceiro capítulo particularmente é o meu favorito por causa de suas reflexões
sobre o Augoiedes. Também traz uma excelente análise sobre gnose, considerando
que grande parte de livros de magia em geral que abordam o tema, dificilmente
se encontra uma explicação tão clara e sem rodeios quanto a de Peter Carroll
(note que gnose é uma condição existente não só na magia do caos, mas em
qualquer tipo de magia ou religião. Somente com diferentes nomes e métodos de
se alcançar). No mesmo capítulo, temos invocação e evocação, temas relativamente
complexos por exigirem certo nível de conhecimento, prática e dominação, então
lembre-se que o Liber Null é apenas um guia. Nunca tente algo sem se aprofundar
adequadamente no assunto. Um conhecido sempre fala que magia é 90% preparação,
com 10% de execução.
Nos
próximos tópicos temos uma parte mais teórica sobre magia do caos, então se
você for uma pessoa realmente moralista, te recomendo a ler no *mínimo* livros
com ideias niilistas, pois são passagens que trazem reflexões em relação a
amoralidade (não imoralidade), então tenha a mente aberta, pois o autor
apresenta ideias válidas e indispensáveis caso você queira entender a magia do
caos verdadeiramente (esse é justamente o erro de muitos autoproclamado
entendedores de magia, é achar que a magia do caos vai se adequar com a
moralidade de uma sociedade, e por isso não conseguem os mesmos resultados).
Eu gosto
e recomendo o livro, ainda que seja uma grande propaganda da IOT, mas
claramente não posso esperar algo diferente de um dos fundadores da mesma.
Infelizmente esse é um dos poucos existentes que dá noções do básico da magia
do caos. Mas de qualquer forma, se você pretende adentrar no mundo do caos,
esse livro é o primeiro passo. Peter Carroll estudou anos e também traz
fundamentos científicos e é um livro revolucionário para sua época, então
comece lendo, pesquisando e praticando que em algum tempo obterá sucesso.
O PDF desse livro e outros está nesse grupo de Telegram: Gato Caótico
Sabia que eu faço divinação com oráculo há mais de 1o anos? Eu faço jogos com tarot, jogo da moedas e runas! Também faço feitiços para amor, saúde, prosperidade várias outras coisas! Caso tenha interesse me manda uma mensagem no Facebook, Morgana Soror para orçamentos!
Mago Pobre, Fudido e sem Linhagem, Pode?
Brincadeiras a parte, eu realmente vejo a necessidade de falar sobre um assunto sério e geralmente pouco elaborado, esse problema não a...
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Brincadeiras a parte, eu realmente vejo a necessidade de falar sobre um assunto sério e geralmente pouco elaborado, esse problema não a...
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Ok, eu sei que já faz um tempinho que eu não posto nada, mas nesses dias eu abria meu notebook para traduzir o livro e ficava exatament...
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Sim, ele chegou, finalmente podemos contar com um bom livro de magia do caos, onde além do autor ser brasileiro, é também formado em ps...
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